Gestores estão divididos quanto à adoção da Indústria 4.0, aponta pesquisa da Magic Software

Consulta revela que as equipes capacitadas e avanços tecnológicos irão garantir o sucesso da jornada, mas, para 73% dos entrevistados, a incompatibilidade dos legados é um dos maiores desafios.

Pesquisa online realizada pela Magic Software com 100 indústrias aponta que os seus gestores estão divididos quanto à adoção da Indústria 4.0 em suas plantas. Para pouco mais da metade (53%) a adoção da Indústria 4.0 não será comprometida após a Covid-19, mas os demais se mostraram menos otimistas, dos quais cerca de 28% alega que será necessário treinamento prolongado das equipes, enquanto outros 18% – da mesma turma – não estão confiando nas capacidades de seus funcionários para aprender novas tecnologias relacionadas, o que impõe a necessidade de investimentos em capacitação.

Entre os otimistas, quase um terço (31%) afirma que o seu quadro de funcionários é constituído por pessoal técnico capacitado, o que irá facilitar a retomada da jornada rumo à modernização das plantas após a pandemia. Outros 22% responderam que serão capazes de atualizar a tempo a fim de poder atender às demandas da Indústria 4.0.

Segundo a pesquisa, apesar da vontade de avançar na jornada rumo à Indústria 4.0, a maior parte dos entrevistados acredita que a manufatura orientada por dados ainda está fora de seu alcance e que a maioria das empresas do setor industrial ainda não possui a visibilidade do processo de produção necessária, com 42% dos entrevistados estimando custos de material, operação e produção na maioria das vezes como obstáculos. Apenas 8% afirma que quase nunca precisa ‘adivinhar’ o que acontece em sua planta porque possuem ‘total visibilidade’ sobre todos os seus processos”.

A consulta online da Magic Software apurou que as restrições orçamentárias são a principal razão apontada pelos entrevistados para a não implantação da Indústria 4.0 e que 61% deles apontam esta limitação como fator impeditivo. No entanto, o mesmo número, 61%, afirma ter algum orçamento para automação, mas assumem que precisam de gastos significativos para fazer a transição e que possam avançar com a modernização tecnológica de suas plantas industriais.

Máquinas velhas ainda resistem

Entre os gestores consultados, 16% afirmam que suas operações estão sobrecarregadas com o uso de máquinas desatualizadas e fabricadas antes da Internet, tornando a mudança ainda mais desafiadora. À medida que as tecnologias de automação amadurecem, o custo da implantação de soluções inteligentes de fábrica continua a cair e é provável que mais fabricantes se juntem a elas. Deste universo, no entanto, 21% respondeu que está a caminho da I4.0., apesar das limitações.

Sistemas legados: outra barreira quase que intransponível

Os sistemas antigos, chamados de “legados”, muitos deles sem receber atualizações de segurança e funcionando em sistemas operacionais desatualizados, foram apontados por 73% dos entrevistados com uma das maiores barreiras para que as empresas avancem a Indústria 4.0.

“De fato, os sistemas legados podem representar desperdício de tempo e dinheiro caso não possuam comunicação em tempo real com outras aplicações de software utilizadas na indústria. Realizar a troca de dados manualmente, sem automação, é uma tarefa altamente exaustiva e dispendiosa”, comenta Rodney Repullo, CEO da Magic Software Brasil. Segundo ele, a pesquisa ratifica esta necessidade ao apontar que a esmagadora maioria dos gestores pensa sobre este problema. “Apesar dos desafios, a pesquisa reitera que a Indústria 4.0 está nos planos das empresas e bem encaminhada em muitas delas, mesmo que as principais preocupações sejam os investimentos financeiros envolvidos e a incompatibilidade entre os sistemas”, acrescenta Repullo.

 

Rodney Repullo – CEO da Magic Software Brasil

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