Visão da Indústria: Quão relevantes são as plataformas “pure-cloud” para o mundo de negócios real?

  • Como uma filosofia pure-cloud se ajusta à realidade das necessidades de desenvolvimento de aplicações de empresas e ISVs? (ISV = Vendedores Independentes de Software)
  • A Migração para o modelo Cloud é um dilema financeiro e de negócio para o ISV, já que a maior parte de suas receitas é proveniente de aplicações Cliente/Servidor licenciadas.
  • Um ambiente de desenvolvimento e implantação pure-Cloud pode ser relevante para muitas empresas e ISVs visando colher todos os benefícios da implantação Web.

David Akka

David Akka, diretor executivo da Magic Software Enterprises (Reino Unido, Irlanda, e Nórdicos), dá uma visão das plataformas pure-Cloud, sua relevância no ‘mundo real de negócios’, e os problemas enfrentados atualmente por ISVs para implantar em múltiplas plataformas.

Mais e mais vendedores de software evoluem sua tecnologia para ambientes hospedados, a Microsoft também se juntou ao clube com o anúncio da plataforma Cloud Azure.

Para aqueles que especulam sobre o futuro do software-as-a-Service (SaaS) e do mercado Cloud, a movimentação da Microsoft representa uma forte evidência da validade e potencial futuro do modelo Cloud.

Ambientes Cloud como Azure são projetados para substituir os atuais ambientes on-premise um-para-um, e incluem sistemas operacionais Cloud, juntamente com uma série de infra-estrutura de plataforma de aplicacões, normalmente baseadas em algumas linguagens de programação como os originais ambientes on-premise, para tornar mais fácil a migração das habilidades para desenvolvedores e organizações.

No entanto, do ponto de vista de negócios, estes ambientes baseados na nuvem assumem que todo o desenvolvimento de aplicativos é um jogo de soma zero, ou você precisa ter um modelo de nuvem, ou você precisa de um modelo Cliente/Servidor tradicional. Não há meio-termo. Eles não consideram uma sobreposição na demanda dos clientes e não fornecem uma sobreposição de recursos.

Então, como esta filosofia “pura” ou “Cloud total” adapta-se ao mundo real das necessidades de desenvolvimento de aplicações de empresas e Vendedores Independentes de Software (ISVs)?

Primeiro considere as previsões: de acordo com especialistas, aplicações  Cliente/Servidor não irão desaparecer tão cedo. A Forrester prevê que até 60% das aplicações corporativas permanecerão como on-premise até por volta de 2018. Esse é um cálculo importante e significa, é claro, que plataformas pure-Cloud podem  cobrir, no cenário mais otimista, apenas 40% de todo o espectro de aplicações na área de negócios, e isso somente daqui a uma década. O que acontece, enquanto isso, e depois?

Há uma série de questões importantes que continuam a atrasar a adoção integral do modelo de nuvem no espaço corporativo, incluindo a segurança da nuvem, e a necessidade psicológica das pessoas em permanecer no controle de suas aplicações e dados. Como um CEO diz, “As empresas não estão prontas. Eles não irão  confiar sua mais valiosa propriedade intelectual para algo fora do seu controle”, quer seja Microsoft, IBM ou Google (Yacov Wrocherinksy, CEO da Infinity Info Systems).

Os ISVs têm uma questão adicional para assumir o Cloud Computing. Para eles, migrar para o Cloud representa um dilema financeiro e também de negócios, já que atualmente operam e ganham a maior parte das suas receitas provenientes do licenciamento Cliente/Servidor.

Se um típico software corporativo Cloud/ SaaS se estabelecer em cerca de £ 100 a £ 250 por mês, então o mesmo poderia ter sido vendido em uma base vitalícia por cerca de £ 2.000. Um ISV teria de esperar quase dois anos para ganhar as mesmas receitas que uma única venda on-premise iria gerar.

E isso, naturalmente, pressupõe que todos os clientes existentes realmente desejem migrar para uma aplicação Cloud. Quais destes clientes desejam permanecer no seu modelo on-premise? Alguns clientes já existentes desconfortáveis com a idéia de que seus dados estão sendo deslocados para a Nuvem, sem dúvida, mudarão para outro fornecedor, incorrendo em perdas substanciais para o ISV como fornecedor original.

Para ISVs e outros fornecedores de software então, continua importante desenvolver e executar tanto ofertas Cloud/SaaS e as aplicações Cliente/Servidor já existentes, juntas – de forma rentável.

O problema com a nova geração de plataformas somente-Cloud, porém, é que elas forçam os ISVs à incômoda posição de ter de escolher entre os dois modos de implantação.

Os ISVs serão confrontados com o esforço de migração da portabilidade do software a partir de uma aplicação on-premise existente para a Nuvem. E se eles querem continuar a oferecer uma versão Cliente/Servidor, eles terão de aprender a viver com os encargos financeiros e a complexidade de manutenção e de serviços de dois modelos de aplicação – o que não é um cenário atraente, mesmo no melhor dos climas econômicos.

A resposta a estes desafios pode estar em uma nova classe de Cloud/SaaS-Enabled Application Platforms (SEAP), que prevêem o espectro completo do desenvolvimento e implantação de aplicativos; Cliente/Servidor on-premise,  Aplicações Ricas de Internet, SaaS, aplicações móveis e Aplicações Ricas de Internet baseadas em browser. Estas plataformas de aplicações habilitadas para Cloud/SaaS permitem que ambos os modelos de  aplicações SaaS e Cliente/Servidor sejam  construídos a partir do mesmo desenvolvimento, para o mesmo  esforço de desenvolvimento e custo de manutenção.

Os ISVs, então, tornam-se capazes de criar um aplicativo que pode ser implantado em um número de maneiras diferentes para satisfazer tanto suas necessidades on-premise quanto suas ambições Cloud.

Considerando o custo essencial e os benefícios da manutenção de aplicações Cloud, um ambiente de desenvolvimento e implantação Cloud puro pode ser relevante para muitas empresas e ISVs visando colher os benefícios da implantação Web. Sendo assim, então a crescente gama de plataformas Cloud permitirá aos desenvolvedores criar aplicativos enquanto poupam sua organização dos custos de hardware e manutenção do sistema operacional.

Mas as empresas e, em particular, os ISVs, devem procurar manter sua estratégia on-premise em um mundo onde as aplicações Cliente/Servidor continuarão a desempenhar um papel importante, enquanto ao mesmo tempo, conquistam de forma rentável, novos mercados com uma oferta Cloud. Sendo assim, uma plataforma híbrida-SEAP, como o uniPaaS da Magic Software seria uma consideração sensata.

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