O PC está realmente morto?

shutterstock_977632-e1315852755911-600x200

A Intel diz que o PC não está morto: Como será o futuro da computação pessoal?

Eu sou conhecido por ser um entusiasta do dispositivo móvel: Eu possuo atualmente sete aparelhos entre tablets e smartphones, e eu comprei recentemente um Sony Vaio Duo híbrido laptop / tablet.

Embora eu possa parecer o Sr. Mobilidade, a verdade é que o que realmente me excita não é o móvel, mas a inovação, por isso quando vi o comentário do CEO da Intel, Brian Krzanich que PCs estão bem vivos, comecei a pensar.

Analistas da indústria gostam de apontar para o declínio do volume de vendas de PC e da explosão de popularidade de smartphones e tablets para dizer que o PC está morto.

Mas isso é realmente verdade? Será que PCs simplesmente não adotaram uma nova forma, e que a revolução real da computação ainda está por se aproximar?

PCs estão realmente mortos?

Acredito que a visão de que o PC está morto é um exagero com base em um entendimento equivocado do que a computação pessoal realmente é. O argumento utilizado é que o PC, um desktop ou laptop tradicional executando Windows com um mouse e teclado, é um dispositivo velho, feio e hostil que simplesmente não pode competir com os lindos e brilhantes smartphones e tablets rodando iOS ou Android em chips ARM. Mesmo se aceitarmos essa tese (falaremos mais sobre isso depois), eu diria que tudo isto significa que o PC mudou: os consumidores e as empresas estão comprando diferentes tipos de PC que melhor atendam às suas necessidades.

pc-dead-art-02

 

É aí que a declaração de Brian Krzanich é muito interessante: ele afirma que o PC está bem vivo, porque a nova geração de processadores é tão eficiente que está permitindo que máquinas Windows possam oferecer a mesma vida de bateria quanto os processadores ARM, exceto o desempenho de desktop tradicional. Pense nisso: o exagero todo de “o PC está morto” gira em torno da mobilidade, e o problema com os laptops tradicionais (por exemplo) não era apenas que seu tamanho significava que não eram portáteis. Se você tentasse espremer os componentes para chegar ao tamanho de um iPad, o processador ficaria muito quente e mesmo se você ignorasse os problemas de conforto e longevidade, a bateria simplesmente não iria durar o tempo suficiente para ser útil. Quanto a tentar colocar um processador de baixo desempenho no dispositivo para reduzir o calor, bem, ele só não seria poderoso o suficiente para rodar o software e sistema operacional Windows.

Assim, parece que o novo design de chips 14nm da Intel (reduzido a partir do 22nm da atual geração Haswell, onde o tamanho refere-se a metade da distância entre as características idênticas à matriz de semicondutores) irá ser capaz de oferecer um processador poderoso, que consome muito pouca energia. Isto significa muita energia para suportar múltiplas telas, executar aplicativos de alto desempenho, como um desktop, além de oferecer baixo aquecimento, bateria de longa duração e possibilitando os dispositivos serem feitos menores e mais elegantes, sem afetar a funcionalidade, como um tablet.

Smartphones e tablets: o novo PC, igual ao velho PC?

É por isso que eu acho que o PC não está morto ainda, é mais porque os fabricantes não foram capazes de oferecer algo realmente convincente por um tempo, o que nos levou a ter uma ampla gama de dispositivos. Isto certamente não ajudou os desktops e laptops poucos inspirados, a competirem com os dois tipos de dispositivos que mais crescem, smartphones e tablets, mas eu me pergunto se poderíamos estar chegando ao fim dessa onda.

integration

 

Ultimamente, parece que o lançamento de um smartphone e tablet simplesmente não geram tanto entusiasmo como antes, principalmente porque o aparelho deste ano é o mesmo que o do ano passado.

Claro, se você tiver um dispositivo de dois anos de idade, você pode concluir que está começando a ficar um pouco lento e comprar um novo, mas isso não é um mercado em expansão, é de substituição. Adicionando o fato de que nós estamos fazendo nossos PCs tradicionais durarem mais tempo, enquanto os nossos extravagantes aparelhos novos parecem não durar muito, não é difícil argumentar que o smartphone é apenas uma evolução no mercado de PC.

Como mais uma prova desta evolução, a empresa em que trabalho vende uma plataforma de aplicações, tanto para o mercado tradicional e mercado móvel, e vimos enorme demanda por nossos aplicativos para suportar capacidades offline. Os usuários corporativos precisam ser capazes de continuar a trabalhar, armazenando dados em cache e registrar transações quando não há wi-fi ou cobertura 3G. É claro que dissemos sim e nossa tecnologia agora suporta o uso offline. O fato de que havia uma necessidade, mostra que o tablet é uma evolução do laptop, e, como tal, estamos apoiando o acesso off-line em ambientes tradicionais, bem como ambientes móveis dedicados.

O que vem depois?

Eu acho que a desconexão entre exageros e realidade decorre de como e por que esses novos dispositivos mudaram a forma como os usamos. Estamos habituados a ver “portátil” como um dispositivo que levamos em uma mala grande e exclusiva, ao passo que agora esperamos que ele caiba no bolso. No velho mundo, quando queríamos usar os nossos laptops, tínhamos que esperar vários minutos para eles inicializarem e quando o fizeram tiveram que ser colocados em uma mesa para serem usados. Agora, os dispositivos estão sempre ligados, prontos para o uso, no momento em que abrir a tampa, e na mão para que você possa usá-los onde quer que esteja. Além disso, os nossos dispositivos móveis estão se tornando objetos de moda, que nunca aconteceu com um velho laptop quadradão!

Seria fácil pontuar o fato de que eu estou escrevendo este artigo em um laptop com uma segunda tela como evidência de que muito pouco mudou, mas o laptop é bem pequeno e pode se transformar em um tablet se necessário. Enquanto o PC tradicional continua a ser o dispositivo escolhido onde o poder de processamento é mais importante do que a mobilidade, no qual inclui uma série de aplicações profissionais, uma maior mobilidade é consideração importante para a maioria dos usuários, a maior parte do tempo.

Então eu acredito que a questão de saber se os PCs estão mortos passa pela questão de como os fabricantes de PC abordam o desafio oferecido por clientes que sabem o que querem e querem que seja rápido, portátil e elegante, bem como funcional. Se eles abraçam o desejo por esses recursos em novos PCs e construírem dispositivos que estão sempre ligados e fácil de transportar (mesmo que eles não se encaixem perfeitamente no bolso), então eu acredito que eles vão fazer bonito nesta nova onda de inovação.

A outra razão que eu acho que o PC poderia obter um novo sopro de vida é que a próxima grande mudança parece ser a tecnologia wearable (usável), como o Google Glass e os relógios inteligentes (smartwatches) da Samsung, Nissan ou o rumor da Apple. Acho que este é um desenvolvimento muito interessante pois têm o potencial de tornar a computação mais “pessoal” por ser um dispositivo conectado a você, que você pode até mesmo ver o mundo através dele, mas eu também acredito que estes serão “dispositivos de empresas”, que irão se conectar a outros dispositivos para tarefas complexas.

Enquanto o smartphone provavelmente será um desses dispositivos (para exibir mensagens de texto e calendário, por exemplo), o PC também será útil como o dispositivo, onde os dados podem ser facilmente acessados e analisados, e onde podemos realmente entender o que nossos wearables registraram.

David Akka - CEO Magic Software UK
David Akka – CEO Magic Software UK

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.