Mobilidade Corporativa e Intimidade: Isso não é um comercial de Viagra

m_515e4c2c-409d-4a2e-b0ba-1923f47465d8Quando se fala de intimidade móvel, não se trata de uma introdução a um comercial de Viagra. Intimidade móvel é umas das qualidades, além de conectividade, onipresença, portabilidade, prioridade e memória, com as quais Carsten Sørensen, da Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres, do Grupo do Departamento de Gestão de Sistemas de Informação e Inovação, descreveu as capacidades da mobilidade corporativa.

“O usuário deve considerar a tecnologia móvel e onipresente como íntima, uma vez que está fisicamente próxima e continuamente seguindo o usuário”, escreve Sorensen. “Entretanto, em termos de capacidades tecnológicas, a intimidade presente nesse capítulo está indicando a capacidade da tecnologia de suportar explicitamente um relacionamento íntimo com o usuário, por exemplo, registrando o seu comportamento e moldando-se às suas preferências. Se a tecnologia registra e molda continuamente o comportamento e preferências dos usuários, ela pode, diretamente, apoiar a formação da intimidade. Recursos que fazem o usuário ser reconhecido através de monitoramento, modelagem e interação, significam intimidade tecnológica, por exemplo, a proximidade do corpo humano com as partes-cliente da tecnologia e a contínua relação tecnológica promovida pelo usuário. Quando combinada com conectividade, a intimidade pode ser relacionada com a possibilidade de identificação do usuário através da proximidade física com a tecnologia. [i]

Routledge sugere que a afinidade digital, a co-presença íntima, o ambiente afetivo e a intimidade banal, tudo isso serve para destacar as maneiras como intimidade, família e lugar estão sendo transformados em uma era de mídia locativa[ii]. Tudo isso serve para trazer os negócios para mais perto do cliente, através do uso de aplicativos de celular, feitos pela empresa para serem utilizados por clientes.

04 Six Ways Apps EvolvingComo Dan Bricklin escreveu recentemente em strategy+business, “Os smartphones vêm se tornando o principal computador nas vidas dos funcionários e as empresas terão que aplicar o design thinking – o foco nas pessoas, como trabalham e como usam suas ferramentas – em suas interfaces. O processo de criar sistemas internos irá mudar, incorporando grandes quantidades de feedback dos clientes, funcionários e potenciais funcionários. Negócios ganharão extrema intimidade, uma relação próxima com as pessoas que compram seus produtos e trabalham para eles.”[iii]

Muitas pessoas atribuem o sucesso do Uber ao seu conceito de ser um intermediário, mas, francamente, isso já existe há muito tempo: eBay, Craig’s List, etc. Eu acho que a atratividade do aplicativo, tanto para o motorista quanto para o passageiro, é um ponto chave para o seu sucesso. Jennifer McCormick oferece uma análise balanceada da experiência do usuário do Uber aqui.

Quando uma interface de usuário bem feita e a proximidade dos negócios feitos por aplicativos são combinados, a intimidade torna-se uma vantagem poderosa potencial para as empresas que buscam ter uma relação mais próxima com seus funcionários, clientes e parceiros de negócios.


[i] Sørensen, Carsten. “Enterprise Mobility.” (2014): 49-1.

[ii] Grace, Helen. “E/motion: mobility and intimacy.” Routledge Handbook of New Media in Asia (2015): 209.

[iii] Bricklin, Dan. “Radical Intimacy and the Smartphone.” strategy+business, April 5, 2016. Accessed online at http://www.strategy-business.com/article/Radical-Intimacy-and-the-Smartphone?gko=22da5 on May 26, 2016.

 

Glenn Johnson

Glenn Johnson – Senior Vice Presidente da Magic Software Américas.

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