Meu artigo recente sobre HL7 e integração, na íntegra.

David Akka

David Akka – CEO – Magic Software UK

Meu colega Sam, publicou recentemente um resumo de um artigo que escrevi para  eHealth Insider e eu queria aqui fornecê-lo na íntegra e abrir para seus comentários ou perguntas. Em 28 de agosto de 2005, o furacão Katrina atingiu a costa sul dos EUA com efeito devastador. Mais de 1.800 pessoas perderam suas vidas, e a destruição total de casas e bens foi estimada em mais de US$ 81 bilhões. Na conseqüente operação de limpeza, as capacidades Health Level 7 (HL7) do Houston-Harris County Immunization Registry viabilizaram um total de 38.360 registros de vacinação a serem pesquisados em um tempo muito rápido. O resultado líquido foi de 13.377 equivalências, que economizaram mais de US$ 1,5 milhões em vacinação desnecessária. Além de se tornar, de fato, um padrão nos sistemas de saúde digital no Ocidente, o HL7 está se espalhando pelo mundo em desenvolvimento.

No entanto, o HL7 já não se refere apenas à organização nacional – ou mesmo internacional – de dados de saúde. O padrão está ganhando credibilidade como uma ferramenta na gestão de grandes esforços de alívio de desastres, e no apoio às agências de saúde pública. Diante das ameaças de pandemia que, só nos últimos cinco anos incluíram a gripe aviária, gripe suína, SARS e outros surtos de doenças, os dados integrados de saúde estão sendo cada vez mais reconhecidos como fundamentais para proporcionar proteção e saúde para as populações do mundo.

Adoção ampla, mas fragmentada

Isto foi muito alardeado com o objetivo global da organização HL7 e o protocolo HL7, que foi originalmente concebido para quebrar as barreiras entre os diversos sistemas de TI e usar um protocolo de comunicação único que suporta comunicação ponta-a-ponta entre esses sistemas. O conjunto de normas HL7 se ampliou ao longo do tempo. A reunião do Conselho HL7 – o Affiliates Council (agora rebatizado de “International Council” como parte de uma “estratégia mais ampla para destacar o caráter global e o impacto do HL7″) – recebeu recentemente o HL7-Argentina como membro. Ouviu-se que o referido organismo: “Atualmente, tem três membros individuais e 30 organizações. Estamos todos a colaborar: HL7 Colômbia, HL7 Chile, HL7 México, HL7 Uruguai e HL7 Brasil.”

Em 2009, HL7 India viu mais de 50 membros inchar suas fileiras. Este crescimento explosivo, no entanto, levou a um padrão de adoção um pouco fragmentado. De certa forma, isso vem como surpresa – o padrão é conhecido desde a versão 2.x, lançada em 1987, e tem recebido centenas de revisões desde então. O HL7 v3 foi lançado em 2005, e também recebeu uma enorme quantidade de revisões que ainda estão em curso hoje. Este modelo de implantação herdado, fragmentado, significa que, mesmo entre vizinhos, como Reino Unido e a Europa, as normas ainda não são totalmente consistentes. Cada vez que um fornecedor atualiza, modifica ou moderniza sua aplicação de Saúde, eles também têm de atualizar e manter a nova camada HL7.

Nos EUA as variações regionais nas normas National Patient Electronic Records (como o sistema AORTA, na Holanda) significam que a interoperabilidade completa nunca é garantida. Por exemplo, o Heidelberg University Hospital está construindo interfaces HL7 para admissão, demissão e transferência de mensagens e gestão de documentos médicos. Mas, para adicionar imagens aos registros de saúde do paciente, a universidade tem sido forçada a combinar mensagens HL7 e DICOM. O fluxo resultante de dados complexos requer dois tipos de interfaces HL7, a fim de obter a identificação do paciente e outras informações além do número de adesão do caso.

Questões para motores de integração

Para ‘padronizações’ – tais como o HL7 – funcionarem com sucesso, todo devem estar inteirados. O problema, em primeiro lugar, é que muitos fornecedores de Saúde ainda estão tendo dificuldades para tornar suas aplicações compatíveis com HL7 e, também o fato de que há uma série de padrões HL7 lá fora servem para agravar ainda mais o problema. Além disso, como os EUA estão agora trabalhando arduamente para esculpir um formato padronizado de saúde, o HL7 vai desempenhar um papel ainda maior no continente no futuro.

O desafio para os fornecedores de Saúde é  transportar seus dados atuais de saúde para o protocolo HL7 e garantir a coerência. Em tal situação de prazo crítico, muitas vezes limitado a semanas ou alguns meses, o uso de um motor de integração pode contribuir para acelerar a mudança para o padrão HL7 – incluindo as companhias que visam migrar de HL7 v2.x para HL7 v3. Essas plataformas permitem aos provedores de saúde tornarem-se conectados de forma mais rápida, mais produtiva, mais flexível e mais eficiente. Tais soluções são essenciais para enfrentar os crescentes desafios e mudanças na organização e prestação de serviços de saúde. Desde os dias em que estas integrações precisavam ser codificadas por equipes de desenvolvedores, o ambiente de TI evoluiu. Hoje, as plataformas de integração específicas focadas no setor contêm funções pré-programadas e recursos específicos para transformar arquivos no padrão XML para o protocolo HL7 e também mensagens HL7 v2.x para HL7 v3 (que é baseado na mesma estrutura de mensagens HL7). Na implementação de cenários comuns de integração, uma extensiva programação geralmente é necessária para construir as interfaces e fluxos de trabalho entre os aplicativos da empresa. Este processo requer programadores qualificados, utilizando Java, C #, TCL, Python e outras linguagens de programação.

Plataformas de integração metadados são baseadas em uma abordagem “business centric” ao invés do uso de linguagens de programação específicas. Utilizando informações e funcionalidades de negócios pré-compiladas e pré-configuradas, ou ‘motores’, uma abordagem metadados cuida da complexidade técnica do processo de integração, permitindo que os desenvolvedores se concentrem nas ligações das informações e cenários de integração de saúde necessários. Uma abordagem metadados para integração também tem a vantagem de utilizar um conjunto único de competências para a integração entre as diversas aplicações da área médica, como protocolos HL7 e ambientes de tecnologia.

Isso reduz o tempo de implementação da integração, permitindo aos fornecedores de saúde testar efetivamente e implantar mais rapidamente sua integração.

Colocando todos a bordo

Seja qual for o meio, uma coisa é certa: os profissionais de saúde devem se tornar conectados rapidamente, de forma mais produtiva, mais flexível e mais eficiente. HL7 oferece muitos destes benefícios, e será cada vez mais vital na prestação de cuidados de saúde digital. No entanto, sem uma integração oportuna das novas versões HL7 pelos fornecedores, bem como, de esforços de divulgação da renovação do conjunto de normas, a realização de tais metas de eficiência permanecerá ilusória.

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