É “RIA” ou não é?

Manoel Frederico

Neste post a respeito do Magic xpa (uniPaaS), diferente da maioria das vezes anteriores, queremos falar a respeito de ‘conceito’ e não de ‘dicas técnicas’.

De início, você já está convidado a usar a parte dos comentários e manifestar a sua opinião.

O motivo deste post é uma situação que não é rotineira, mas também não é tão rara assim: a dúvida a respeito da proposta RIA do Magic xpa (uniPaaS).

Basicamente, afirmações do tipo: “… ah, mas isto é desktop na Web, não é RIA …”

Primeiro, vamos pensar a respeito da definição: uma coisa é aquilo que diz ser, se cumprir seus pré-requisitos básicos. Parece um bom argumento.

Então, vamos analisar a (R)ich (I)nternet (A)pplication.

Vamos pular a parte do (A)pplication, por questões óbvias 🙂

(I)nternet: Tem que estar disponível/acessível através da internet. E isso o RIA do Magic xpa (uniPaaS) está. A comunicação entre client e server é feita via canal http(s), o que disponibiliza as aplicações na internet, intranet, extranet, local, etc…

(R)ich: Tem que disponibilizar uma interface rica em recursos e interatividade para o usuário. E isso o RIA do Magic xpa (uniPaaS) disponibiliza.

Então, se o Magic xpa (uniPaaS) atende a estes pré-requisitos, por que ficaria a dúvida?

Esta dúvida, na verdade, não é uma coisa infundada. Ela está relacionada à questão browser.

A ideia de uma (A)plicação de (I)nternet com interface (R)ica em recursos ao usuário está bastante ligada a ideia da WEB 2.0, Ajax e HTML5. Conceitos e tecnologias que compartilham um mesmo objetivo: aumentar os recursos e o poder de interatividade das aplicações WEB que rodam nos browsers.

E isso certamente é uma coisa boa 🙂

Tem a sua lógica, já que o browser é a interface fundamental desde as primeiras aplicações WEB. Se eu quero mais das aplicações WEB, eu melhoro as tecnologias que estão disponíveis aos browsers. Aplicando técnicas de WEB 2.0, Ajax, HTML5 (e outras) às aplicações que rodam nos browsers, eu consigo então criar uma RIA.

O detalhe é que isto não é uma verdade absoluta ou única. É uma corrente de pensamento.

Mas existem outras.

Existe uma que diz mais ou menos assim: “… a melhor (mais rica) interface de uma aplicação internet é a disponibilizada por clientes nativos do sistema (ou dispositivo) onde ela está sendo executada, sem as limitações inerentes aos browsers…“.

E é nesta linha de pensamento que se encaixa o RIA do Magic xpa (uniPaaS): aplicação de internet com client nativo, rico em recursos e interatividade, sem a existência do web-browser.

Honestamente, não há problema com nenhuma das duas linhas de pensamento. Se você analisar ambas, encontrará prós e contras.

Pesquise a respeito de Native Client vs. HTML5. Encontrará bastante material. Existe muita gente debatendo a respeito, defendendo uma e outra.

O Magic xpa (uniPaaS) adota esta linha (Native Client) porque a MSE entende que é a mais correta para o foco do produto. Coisa que, aliás, não podemos perder de vista: criar aplicações de negócio e missão crítica. Esse é o core business do Magic xpa (uniPaaS).

Eu não estou capacitado a ficar criticando ou elogiando uma ou outra opção. Por isso, não vou alongar o post com este debate.

Mas vou deixar dois itens para instigar a discussão:

1)      Todo o esforço de se aprimorar os recursos que existem em um browser tem qual objetivo? Ou qual é o seu alvo/limite?

O seu limite é chegar aonde um Native Client chega 🙂 Fazer o que ele consegue fazer. É isso que norteia todo este esforço.

2)      Um dos alicerces das aplicações WEB/Browser é que elas estão dentro de um “padrão”. E desenvolver dentro de um padrão diminui o esforço/custo de criação e manutenção. Mas e se isso não for um problema?

Com o Magic xpa (uniPaaS) isso nunca foi problema. O paradigma de desenvolvimento é um só, e as diferenças relacionadas à pluralidade de dispositivos e ambientes onde uma aplicação RIA deve chegar são resolvidas pelos Native Clients disponibilizados: Windows .NET, Windows Mobile, BlackBerry OS, iOS* e Android*.

(* em desenvolvimento).

Pense nisso.

Mas, mais importante de tudo: saiba que o RIA Magic xpa (uniPaaS) é 100% RIA. Na veia!

 

Manoel Frederico Silva
Product Manager & MAGIC Evangelist / Magic Software Brasil 

 

3 comentários

  1. Olá Manoel Frederico, provavelmente este post foi escrito apos eu questionar o conceito RIA que a Magic adota para suas Aplicações RIA.

    Em 2002, a Macromedia cunhou o termo aplicativo rico da Internet (RIA), que tinha outros nomes que outras empresas davam, mas a palavra RIA foi a Macromedia que cunho.

    Segue o link http://www.adobe.com/br/devnet/ria.html para você efetuar uma pesquisa sobre o conceito RIA que todos os profissionais de Desenvolvimento conhecem.

    Você diz em seu post que os profissionais relacionam RIA com aplicação web via Browser, o que não é correto, mas sua afirmação não tem fundamentação teórica suficiente, pois é uma visão baseada em sua experiência, uma vez que é contraditória ao verdadeiro conceito que a Macromedia criou sobre o RIA.

    A aplicação RIA que a Magic diz ser RIA esta mais para Client Server via Desktop, do que RIA.

    A aplicação RIA não deixa de ser Client Server, mas acessada via browser, e as aplicações da Magic não são acessadas via browser e sim via desktop.

    A intenção da Macromedia quando criou o termo RIA era que as aplicações WEB acessadas via browser pudessem ter o mesmo dinamismo de uma aplicação desktop.

    O que eu relatei acima não é baseado em meu conhecimento e sim descrito pela Adobe que comprou a Macromedia e divulgou em seu site o termo RIA criado pela antiga Macromedia.

    1. Olá Carlos,

      obrigado pelo seu comentário, ele foi bastante esclarecedor.

      O tema central era justamente este: o que pode ser chamado de RIA?

      Se a Adobe detém a patente do termo, então é ela quem definirá isso. Mas se não for o caso, cabe interpretação.

      Veja por exemplo, esta matéria: http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet_rica

      Observe que o uniPaaS entrega os ‘benefícios’ descritos, e evita muitas das ‘deficiências’ e ‘dificuldades’.

      Talvez o termo RIA tenha se popularizado e tenham surgidos ‘variações’.

      Mas, se nós analisarmos as questões de uma (I)nterface (R)ica em recursos em uma aplicação (I)nternet, entendo (e o marketing da MSE também) que o que o uniPaaS está entregando é RIA.

      Mas não se preocupe.

      Você não foi o primeiro a interpretar desta forma

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